Árvore-orquídea, pata-de-vaca, unha-de-anta.

- Nome científico: Bauhinia variegata, Bauhinia variegata var. candida, Bauhinia × blakeana
- Nomes comuns: pata-de-vaca, árvore orquídea, casco-de-vaca, pata-de-boi, pata-de-vaca-branca, unha-de-boi e unha-de-vaca.
- Família: Fabaceae
- Origem: Índia e China
- Porte: 5 a 9 m de altura
Espécie exótica adaptada ao Brasil, muito comum na arborização urbana. O gênero Bauhinia possui cerca de 250 espécies de arbustos, árvores, lianas / volúvel / trepadeiras e subarbustos distribuídos nas regiões tropicais, subtropicais e temperadas da América, África, Ásia e Oceania.
O nome popular faz alusão ao formato das folhas, também é uma opção comum em projetos paisagísticos – neste caso muito utilizadas as espécies exóticas – devido as flores muito chamativas, de pétalas largas e cores branca, rosa claro e cor de vinho.
Inúmeros estudos buscam identificar propriedades medicinais em partes da planta de diversas espécies do gênero Bauhinia. São pesquisadas substâncias das raízes, sementes, folhas, flores e casca. Muitas das pesquisas têm a intenção de confirmar a eficiência de indicações feitas por práticas tradicionais e caseiras.
Pesquisas publicada pela Sociedade Farmacêutica do Japão avalia a capacidade de proteção hepática de substâncias da casca de B. variegata. Outra pesquisa publicada na revista Natural Product Research, indica que flavonoides extraídos da raiz de B. variegata possuem atividades anti-inflamatórias.
No Brasil ocorrem naturalmente 65 espécies, sendo que 43 são endêmicas, ou seja, exclusivas de nosso território. Trata-se de uma família botânica importante como fixadora de nitrogênio no solo por pertencer à família das leguminosas, por isso o uso de espécies nativas deste gênero é recomendada em reflorestamentos. Que tal promover mais plantios das espécies nativas brasileiras também nos centros urbanos?
A partir de uma observação isolada, Juliana Gatti – presidente do Instituto Árvores Vivas, notou em uma rua de São Paulo, a presença de árvores pata-de-vaca nativas e exóticas plantadas lado a lado na calçada. Eram cerca de 17h30 – 18h e a fauna estava agitada realizando revoadas próximo a copa das árvores. Ambas as espécies estavam com flores, a nativa com pétalas bem mais discretas. Quando foi possível perceber um grupo de morcegos exclusivamente visitando as flores da espécie nativa.
Este tipo de observação demonstra que mesmo um escasso recurso de flora nativa em meio aos centros urbanos, pode fazer diferença para a alimentação de animais que ao longo de milhares de anos desenvolveram relações ecológicas importantes para a biodiversidade e conservação. Sempre que tiver oportunidade de plantar novas árvores, prefira as espécies nativas da sua região e bioma da cidade ou território onde está inserido. Assim, os impactos ecológicos e ecossistêmicos serão mais positivos.
Referências:
- Anti-Inflammatory Activity of a Novel Flavonol Glycoside from the Bauhinia Variegata Linn. R.N. Yadava & V. Madhu Sudhan Reddy. Natural Product Research Vol. 17 , Iss. 3,2003
- PLANTAS DO GÊNERO Bauhinia: COMPOSIÇÃO QUÍMICA E POTENCIAL FARMACOLÓGICO Karina Luize da Silva e Valdir Cechinel Filho Quim. Nova, Vol. 25, No. 3, 449-454, 2002.
- Hepatoprotective Properties of Bauhinia variegata Bark Extract. Surendra H. BODAKHE, Alpana RAM Institute of Pharmaceutical Sciences, G. G. University
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